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19/02/2014 às 16:52
Red Bull Amazônia Kirimbawa: veja como foi!
evento que aconteu no coração da Floresta Amazônica. A temperatura de 36oC, a alta umidade e uma distância de quase duzentos quilômetros dentro da Floresta Amazônica foram um desafio muito grande para quase um terço das equipes, que não conseguiram completar a primeira edição do Red Bull Amazônia Kirimbawa, que aconteceu neste sábado (07.12). Os que conseguiram, enfrentaram muita dificuldade durante todo o percurso.

Direto da tribo Inhãa Be (AM) - Os 90 melhores atletas de corrida, mountain bike e canoagem receberam um convite inusitado: participar de uma prova por equipes no coração da floresta amazônica. A Red Bull Amazônia Kirimbawa aconteceu no último sábado (07/12) e reservou uma série de surpresas aos participantes.

Durante a largada os corredores participaram de uma cerimônia indígena. Foto: Alexandre Koda/ WebrunDurante a largada os corredores participaram de uma cerimônia indígena. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

A formação das equipes só foi definida na véspera, durante o congresso técnico realizado na sede do Cigs (Centro de Instrução de Guerra na Selva), um dos grupamentos do Exército Brasileiro em Manaus. Muitos dos atletas só se conheceram na hora e tiveram pouco tempo para bolar estratégias.

A largada da prova aconteceu na tribo indígena Inhãa Be os corredores tiveram que dormir em redes de selva e já aclimatarem com o forte calor e umidade de quase 90%. Antes do tiro de partida todos receberam a benção dos membros da tribo com um ritual de dança e largaram rumo aos 45 quilômetros do percurso ainda de madrugada, às 3h, sob o véu negro amazônico.

Boa parte da corrida foi disputada durante a noite. Foto: Alexandre Koda/ WebrunBoa parte da corrida foi disputada durante a noite. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Foram diversos obstáculos pela frente, como trilhas fechadas, longos estradões, subidas e descidas travadas, travessias de rios, além de inusitados encontros com aranhas e cobras. Ao final, os corredores entregaram o bastão para os mountain bikers, que percorreram mais 86 quilômetros até se encontrarem com os canoístas. Esses percorreram 50 longos quilômetros dos rios Amazonas, Negro e Solimões, remando contra a correnteza e passando inclusive pelo encontro das águas.

Rosalia integrou o time campeão entre as mulheres. Foto: Alexandre Koda/ WebrunRosalia integrou o time campeão entre as mulheres. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Ao final, na soma dos tempos, o título de Grande Guerreiro (Kirimbawa) ficou com a equipe Xingu, composta pelo corredor Roberto Tadao, o biker Thiago Aroreira e o canoísta Marcelo Lins. "Os primeiros quilômetros foram muito desafiadores, com muitos obstáculos naturais e no escuro. Mas eu tinha muita confiança nos membros da minha equipe e sabia que, se fizesse uma prova constante, estaria na briga pelo título", comenta o carioca Roberto.

Entre as mulheres, o melhor time foi o Amazonas, composto pela corredora Rosalia Guarisch, a biker Raíza Goulão e a canoísta Rayssa Silva. "Foi uma experiência inesquecível. A largada na tribo foi muito legal e só quem estava lá pode descrever a energia que foi esse evento, a confraternização entre os atletas conhecidos e desconhecidos", conta ablogueira do Webrun. "Caí no quilômetro cinco e fiz a prova toda com muita dor", completa a carioca.

A prova teve também uma disputa individual em cada modalidade. Na corrida, o coletor de resíduos domiciliares, Fernando Beserra, deixou muitos corredores de renome para trás e conquistou o primeiro lugar. "Eu corro montanhas esporadicamente, mas participo mais em provas de rua. Achei que teria um grau de dificuldade maior, mas nas partes de estrada de terra batida me dei bem", comenta. "Eu acreditei e fui até o final", completa o corredor que desbancou Alexandre Manzan, Marcelo Sinoca, José Virgnio de Morais, Chico Santos, Magno Souza, entre outros.

A equipe Xingu foi a grande campeã. Foto: Alexandre Koda/ WebrunA equipe Xingu foi a grande campeã. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

No feminino, a vitória na corrida ficou com a brasileira radicada na Espanha Fernanda Maciel, que voou pela selva. "Eu tinha o sonho de correr no Everest e na Amazônia e realizei esse ano. Conhecer uma tribo e correr num dos símbolos do nosso país tornou especial o Red Bull Kirimbawa".



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